Safra mundial de café foi estimada em 168 milhões de sacas no ano-cafeeiro 2018-2019

A produção mundial de café no ano cafeeiro de 2018-2019 está estimada em 168,05 milhões de sacas, volume que corresponde a um aumento de 1,5% do que foi produzido no planeta na safra 2017-2018. Com relação ao consumo, também em nível mundial, estima-se que haverá um crescimento de 2%, o qual atingirá 164,64 milhões de sacas. A despeito de o consumo mundial ter tido crescimento médio de 2,2% nos cinco últimos anos-cafeeiros, a produção global será superior em 3,41 milhões de sacas em 2018-2019, cujo período ora em destaque apresentará superávit pela segunda vez consecutiva.

Nos sete primeiros meses do ano-cafeeiro 2018-2019, as exportações globais alcançaram 74,01 milhões de sacas, e no mesmo período do ano-cafeeiro anterior foi de 70,89 milhões. Neste caso, de outubro de 2018 a abril de 2019, as exportações dos cafés Naturais Brasileiros aumentaram 18,5%, atingindo 24,86 milhões de sacas, e os Suaves Colombianos aumentaram 8%, passando para 9,07 milhões. Quanto aos cafés Robustas, houve declínio nas exportações de 0,3%, cujo volume somou 26,09 milhões de sacas, assim como de Outros Suaves que diminuíram 8,9%, com a exportação de 13,97 milhões, nos sete primeiros meses do ano-cafeeiro objeto desta análise.

Os dados e números que permitiram realizar esta análise do panorama da cafeicultura em nível mundial foram obtidos do Relatório sobre o mercado de Café maio 2019, da Organização Internacional do Café – OIC. Tal Relatório está também disponível para consulta na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Para a OIC, conforme a origem produtora, os cafés são agrupados nos seguintes tipos Suaves Colombianos, Outros Suaves, Naturais Brasileiros e Robustas. E, além disso, o ano-cafeeiro para a Organização compreende o período que abrange os meses de outubro a setembro.

Conforme os dados divulgados pela OIC nesse Relatório de maio de 2019, no mês de abril do ano corrente as exportações mundiais de café cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 10,73 milhões de sacas. Nesse contexto, as exportações dos cafés Naturais Brasileiros aumentaram 17,7%, e somaram 3,14 milhões de sacas, fato atribuído ao aumento de 24,6% das exportações dos Cafés do Brasil, que em abril de 2019 perfizeram o volume de 2,98 milhões de sacas. Quanto às vendas ao exterior do grupo de Suaves Colombianos, as exportações atingiram 1,11 milhão de sacas e as de Robustas, 3,91 milhões, performances que registraram aumento de 2,1% e 0,5%, respectivamente. Em contrapartida, as exportações dos Outros Suaves tiveram queda de 1,6%, ao totalizarem 2,57 milhões de sacas.

Especificamente com relação ao Brasil, o Relatório sobre o mercado de Café maio 2019 traz também como destaque que nos sete primeiros meses do ano-cafeeiro 2018-2019, as vendas ao exterior aumentaram 26,3%, e atingiram 24,26 milhões de sacas. Desse total, os embarques de Arábica verde somaram 2,52 milhões e os de Robusta verde, cerca de 197 mil sacas. Tal performance é atribuída ao fato de que no ano-safra de 2018-2019 a produção brasileira teve um acréscimo de 18,5%, ao registrar 62,5 milhões de sacas, conforme estimativa da OIC.

No contexto da cafeicultura mundial, em relação a outros países produtores e exportadores, o Relatório da OIC ressalta que as exportações do Vietnã no mês de abril de 2019 foram estimadas em 2,4 milhões de sacas, volume 5,9% abaixo ao do mesmo mês do ano anterior. Além disso, que, nos sete primeiros meses do ano-cafeeiro 2018-2019, foi estimado que esse país exportou 16,15 milhões de sacas, volume 5% menor que o mesmo período da safra anterior. Em relação ainda a esse país asiático, a OIC estima que no ano-cafeeiro 2018-2019 a produção vietnamita diminuirá 3,4%, com a expectativa de produzir 29,5 milhões de sacas. Tal redução é atribuída à queda da produtividade que foi afetada pelo regime hídrico e pelos preços baixos do produto, o que têm obviamente desincentivado cafeicultores a investirem em suas lavouras. Dessa forma, a redução da safra do Vietnã, aliada com a competição com outros grandes exportadores de Robusta, resultou em diminuição das exportações do país no ano-cafeeiro em tela.

 

((FONTE: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS)) 

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